Vista de Adelaide a partir das colinas, com a cidade se estendendo até o horizonte
Adelaide, vista do Mount Osmond — Foto: Thomas Hoang / Pexels

Adelaide é a porta de entrada das regiões vinícolas mais conhecidas da Austrália — mas a cidade em si também rende, com um centro compacto e fácil de andar a pé. O grande diferencial da região é dar pra combinar cidade, vinícola e vida selvagem numa mesma viagem sem grandes deslocamentos.

Se ainda não decidiu o resto da viagem, o guia completo de turismo na Austrália ajuda a encaixar Adelaide dentro do roteiro.


O que ver

  • Centro de Adelaide — o Central Market, fundado em 1869, é um dos maiores mercados cobertos de produtos frescos do Hemisfério Sul, com cerca de 70 comerciantes de mais de 40 nacionalidades e mais de 8 milhões de visitantes por ano. O Adelaide Oval, estádio histórico reformado e reaberto em 2014, tem capacidade pra 53.500 pessoas e sedia partidas de cricket e AFL. O Adelaide Botanic Garden, com 51 hectares, foi aberto ao público em 1857. Tudo caminhável a partir do centro.
Skyline de Adelaide ao entardecer, com prédios iluminados
Adelaide — Foto: Thomas Hoang / Pexels
  • Barossa Valley — a região vinícola mais conhecida do país, cerca de 1h de carro do centro, com mais de 150 vinícolas e 90 cellar doors. A Seppeltsfield, fundada em 1851, é a parada mais tradicional: tem a Centennial Cellar, com a mais longa coleção ininterrupta de Tawny de safra única do mundo (desde 1878) — todo ano lançam um exemplar de 100 anos, e dá pra provar direto do barril num tour guiado. Tours de um dia saem de Adelaide com degustação e almoço incluídos.
Paisagem rural do sul da Austrália, com fileira de árvores e campo aberto
Campo no sul da Austrália — Foto: G Emma / Pexels
  • McLaren Vale — segunda região vinícola de Adelaide, com um diferencial que a Barossa não tem: litoral próprio (31km de costa). Se o plano é combinar vinho com praia no mesmo dia, McLaren Vale ganha fácil; se o foco é só vinho com o dia inteiro disponível, a Barossa tem mais opção de cellar door.
Vista aérea de fileiras de vinhedo em ângulo, com sombra marcando os corredores
Vinhedo — Foto: Francesco Ungaro / Pexels
McLaren ValeBarossa Valley
Distância de Adelaide~45 min~1h
Cellar doors80+150+ propriedades, 90+ cellar doors
LitoralSim — 31km de costaNão, região só interior
  • Kangaroo Island — vida selvagem solta (coalas, leões-marinhos), acesso por balsa saindo de Cape Jervis (a ~2h de carro de Adelaide) até Penneshaw, travessia de ~45 minutos. Também dá pra voar direto de Adelaide até Kingscote (~30 min). No lado oposto da ilha fica o Flinders Chase National Park (326 km²), com as Remarkable Rocks — formações de granito do tamanho de uma casa pequena, empilhadas sobre uma cúpula rochosa a 75m acima do mar — e o Admirals Arch, arco de rocha natural. A Seal Bay é uma das poucas praias do país onde dá pra caminhar perto de uma colônia selvagem de leões-marinhos, com guia obrigatório.
Leão-marinho descansando na areia da costa australiana
Leão-marinho na costa australiana — Foto: Stuart Robinson / Pexels

Quanto custa

ItemPreço
HostelAU$15–40/noite
Hotel 3-4 estrelasAU$130–210/noite
Tour Barossa Valley (1 dia, com almoço)~AU$119–179
McLaren Vale — carro até a região~45 min de Adelaide
Balsa Cape Jervis → Kangaroo IslandVariável — confirme no site oficial
Voo Adelaide → Kingscote (Kangaroo Island)~30 min

Roteiro-base

3 dias: dia 1 — centro de Adelaide. Dia 2 — Barossa Valley (dia inteiro). Dia 3 — Kangaroo Island (bate-volta, ou pernoite se quiser mais tempo com a vida selvagem).

5 dias: os 3 dias acima, mais uma segunda noite em Kangaroo Island e um dia extra de folga em Adelaide.